Sopa de Letrinhas

Nosso novo projeto:
http://sopa-letrinhas.blogspot.com/

Um Blog especialmente montado e pensado que aborda qualquer assunto LITERALMENTE.
Sete meninas, sete dias na semana, sete posts! Perfeito para que você entre todos os dias!

Não perca!

20

Várias vezes, no decurso da minha vida opressa por circunstâncias, me tem sucedido, quando quero libertar-me de qualquer grupo delas, ver-me subtamente cercado por outras da mesma ordem, como se houvesse definitivamente uma inimizade contra mim na teia incerta das coisas. Arranco do pescoço uma mão que me sufoca. Vejo que na mão, com que a essa arranquei, me veio preso um laço que me caiu no pescoço com o gesto de libertação. Afasto, com cuidado, o laço, e é com as próprias mãos que me quase estrangulo.
(20, Fernando Pessoa)
Propício para a nova idade, para o momento, situação. O laço do pescoço tem tantos nomes quanto Fernando Pessoa tem de identidades.

Pega pelo pulo!

Ok! Devo dizer que meu último post me pegou no pulo. Sim, meus caros....quando tive o último post citado por um amigo, não o reconheci. É verdade que foi apenas um trecho, mas não reconhecer minhas próprias palavras é vergonhoso. Talvez isso tenha acontecido porque ,em uma fração de segundos, eu tenha mudado de idéia. Ou não.
Hoje quero particularmente fazer um breve comentário - individualizado - sobre os comentários que me foram deixados; sinceramente, não pensei que esse post - talvez tão pessoal e ao mesmo tempo tão universal - pudesse resultar em comentários tão produtivos.

Ao meu queridíssimo Lô: sim. Bem mais introspectivo do que os posts que tenho dedicado a essa página, porém bem mais reflexivo em relação aos que venho postado na seção "Diário". Ver onde vai dar? Bom...isso faz parte do risco, não?
Quanto à nossa teoria do amor...bem, ela vai ficar estagnada por um tempo, eu creio. São perguntas sem aparente reposta, mas é fato (FATO) que houve sim uma banalização. Acho que eu ainda sou(somos) nova/imatura demais para pensar de forma sensata sobre esse assunto, e você, melhor do que muitas pessoas, sabe o quanto o meu exagero me faz tomar decisões radicais. A certeza que a maturidade vai me fazer mudar isso é o que me faz acreditar num futuro mais racional.

Arii, amada: seu otimismo me derruba, sabia? Você, mais do que eu, tem motivos para estar desacreditada das pessoas e me diz exatamente o contrário: que o risco vale a pena ser enfrentado só pelo sabor da experiência. Que as maiores frustrações te ensinam, mas que as menores conquistas causam “a maior alegria do mundo”. Salve Zeus e todo o Olímpo que me trouxeram você.

Por fim, ao Sr. (a) Anônimo (a): primeiro eu gostaria muito que você colocasse seu nome....seu comentário realmente me fez pensar e acredito que você possa me acrescentar muitas coisas.
Quanto ao velho risco? Pra mim acho que a pergunta já virou uma afirmação, mas pretendo muito que isso mude e logo.
Se você acredita que escrevendo seus problemas serão parcialmente solucionados, então o faça. É o único conselho mais seguro que tenho a lhe dar nesse momento. Também tenho as minhas ataduras e olha que não são poucas....mas me acostumei com elas e as trato como fazendo parte da minha vida. Devo aprender com elas e a saber lidar para que elas não me sufoquem TANTO ASSIM.

Por agora, é só!

Risco

Qual o tamanho do risco que se vale a pena correr?
Ultimamente devo confessar que ninguém está valendo nada.
Lógico, há pouquíssimas exceções – ainda há, pra mim, pessoas que valem à pena – mas a cada dia e conforme o tempo vai passando parece que isso diminui e parece sempre que as pessoas encontram uma forma de quebrar toda e qualquer expectativa.
Se é errado esperar mais do que elas podem te dar? Talvez.
Mas faz parte de uma metade minha esperar coisas que quase nunca eu recebo, quase nunca vem, quase nunca elas estão dispostas a dar.
O comprometimento ainda é a arma mais forte que uma pessoa pode ter com outra, entretanto este parece ser um valor há muito perdido.
Só sei que em pouco tempo tenho trocado pessoas de lado e simplesmente adotado – novamente – a fórmula da radicalidade.
É dramático e sempre muito exagerado, mas sempre funcionou comigo e foi, justamente, quando eu o abandonei que as coisas pioraram, portanto, tira-lo da gaveta foi estratégico.

Greve

Mais uma vez, nós, uspianos, viramos notícia nacional.É sempre muito revoltante ver toda essa situação de greve. Hoje, particularmente foi um dia tenso.Ver todos esses confrontos, toda essa luta física, faz com que eu pense que NADA disso seria necessário se realmente as partes envolvidas entrassem num acordo.Pra mim, o pior problema é ouvir a imprensa simplesmente narrando o confronto, sem se importar com os FATOS que levaram a tal.NÃO CONCORDO, nem defendo as atitudes tomadas por uma minoria que revolve partir para a agressão ou que enxerga nos piquetes a solução ou parte dela para os nossos problemas, mas também não concordo com o fato de que a imprensa deixa de destacar que os professores não recebem aumento salarial há 6 anos, que os funcionários reivindicam um aumento digno e que os estudantes se posicionam contra o ensino a distancia.Tudo isso parece muito inútil de ser falado, quando notíciar quantas bombas parecem MAIS, BEM MAIS importante.Nós, alunos, queremos sim ter aula, mas queremos condições dignas dos prédios, das salas, dos professores, porque BEM DIFERENTE do que foi dito, a USP não é todo esse paraíso que pintam...pois pra mim, uma faculdade tão importante como é a nossa de Arquitetura e Urbanismo (FAU) ter o teto caindo, estúdios interditádos por terem fortes goteiras, e caixas d'água em toda a parte não me parece um projeto de Universidade perfeita.Enfim...espero MESMO que tudo isso se resolva logo, e que pelo menos a Reitora receba descentemente os professores, porque, como foi dito e sugerido po um certo jornalista, NÓS nunca seremos recebidos pelo Sr. Governador....como se ele não soubesse disso.

Manuel Bandeira

Manuel Bandeira (Recife PE, 1884 - Rio de Janeiro RJ, 1968) teve publicado de seu primeiro poema, um soneto em alexandrinos, na primeira página do Correio da Manhã, em 1902, no Rio de Janeiro. Cursou Arquitetura, na Escola Politécnica, e Desenho de Ornato, no Liceu de Artes e Ofícios, entre 1903 e 1904; precisou abandonar os cursos, no entanto, devido à tuberculose. Nos anos seguintes, passou longos períodos em estações climáticas, no Brasil e na Europa. No sanatório de Clavadel (Suíça), onde esteve entre 1913 e 1914, travou amizade com Paul Éluard e tomou contato com a literatura de vanguarda francesa. Voltando ao Brasil, passou a viver no Rio de Janeiro, onde publicou A Cinza das Horas, em 1917. No mesmo ano, teve publicada sua primeira crônica, no periódico carioca Rio Jornal. Apoiou a Semana de Arte Moderna, em 1922; seu poema Os Sapos foi lido por Ronald de Carvalho, em uma das sessões do Teatro Municipal de São Paulo. Nas décadas seguintes, aliou à produção poética a colaboração em periódicos, como cronista e crítico literário, e a tradução de mais de 30 obras. Lecionou no Colégio Pedro II, entre 1938 e 1943, e na Faculdade Nacional de Filosofia, entre 1943 e 1956. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 1940. Fazem parte de sua obra poética os livros Libertinagem (1930), Mafuá do Malungo (1948) e Estrela da Vida Inteira (1966), entre outros. Manuel Bandeira, cuja obra vincula-se à primeira geração do modernismo, é um dos maiores poetas brasileiros. Sua poesia, marcada pela experiência trágica da tuberculose, trata da morte, do amor e do cotidiano, em versos livres nos quais se destacam o humor, a melancolia, por vezes a amargura diante da vida. Como cronista, “foi um observador atento e lúcido dos fenômenos de uma época em que se desenvolveram tantos fatos notáveis para a história da Humanidade”, segundo o crítico Stephan Baciu.

Novas Seções

Fresquinhas, acabam de ser lançadas as novas seções do blog:
Cinema, Fontes, Fotografia e Saúde e Bem Estar

A lógica de Einstein

Conta certa lenda, que estavam brincando duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo for fim, quebrá-lo e libertar o amiguinho.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:


-Como foi que você consegui fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com as mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
-Eu sei como ele consegui.
Todos perguntaram:
-Pode nos dizer como?
-É simples – respondeu o velho.
-Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz!

Seções atualizadas: Figuras para Blogs, Versos e Citações, Videos, Nuvem de Tags e Diário

T. S. Eliot

Thomas Stearns Eliot (St. Louis, 26 de setembro de 1888 — Londres, 4 de janeiro de 1965) foi um poeta modernista, dramaturgo e crítico literário britânico - norte-americano.
Em 1948, ganhou o Prémio Nobel de Literatura.
Eliot nasceu nos Estados Unidos, mudou-se para a Inglaterra em 1914 (então com 25 anos) e tornou-se cidadão britânico em 1927, com 39 anos de idade. Sobre sua nacionalidade e sua influência na sua obra, T.S. Eliot disse:


"[My poetry] wouldn’t be what it is if I’d been born in England, and it wouldn’t be what it is if I’d stayed in America. It’s a combination of things. But in its sources, in its emotional springs, it comes from America."

[Minha poesia] não seria o que é se eu tivesse nascido na Inglaterra, e não seria o que é se eu tivesse permanecido nos Estados Unidos. É uma combinação de coisas. Mas, nas suas fontes, na sua força emocional, ela vem dos Estados Unidos.

Carreira literária
T. S Eliot residia em Londes. Depois da guerra, nos vinte anos, ele passou muito tempo com outros grandes artistas na avenida Montparnasse, em Paris, onde foi fotografado por Man Ray. A poesia francesa exerceu grande influência na obra de Eliot, em particular o simbolista Charles Baudelaire, cujas imagens da vida em Paris serviram de modelo para a imagem de Londres pintada por Eliot. Ele começou então a estudar sânscrito e religiões orientais, chegando a ser aluno do renomado armênio G. I. Gurdjieff. A obra de Eliot, após a sua conversão ao cristianismo pela Igreja Anglicana, é frequentemente religiosa em sua natureza e tenta preservar o inglês arcaico e alguns valores europeus que ele julgava serem importantes. Publicou o poema The Waste Land em 1922; em 1927 obteve a nacionalidade britânica.
Em 1928, Eliot resumiu suas crenças muito bem no prefácio de de seu livro "Para Lancelot Andrews": "O ponto de vista geral [dos assuntos do livro] pode ser descrito como classicista na literatura, monarquista na política e anglo-católico na religião." Essa fase inclui trabalhos poéticos como Ash Wednesday, The Journey of the Magi, e Four Quartets.
Para mais informações, não deixe de conferir "Eliot e a poesia do fragmento", na seção Letras e alguns poemas na seção Versos e Citações

Início

Incrivelmente os blogs estão em alta novamente, ou nunca deixaram de estar? Enfim, pensando em como seria bom ter um espaço de publicação, resolvi voltar ao mundo dos blogs para, finalmente, começar novamente a blogar como eu fazia há uns bons anos atrás!
Pra começar, nada melhor que uma das citações mais bonitas que eu já li; são trechos aleatórios extraídos do "Livro de Desassossego", de Fernando Pessoa:

"Sentir é uma maçada
Fingir é amar
Escrever é esquecer
Possuir é perder."

Eu postei como se fosse um poema puramente por uma questão estética. Há também esses poemas que eu extraí do blog de uma professora, pena que não posso colocar o endereço aqui uma vez que o blog é fechado.

Uma ode de Reis

Nunca a alheia vontade, inda que grata,
Cumpras por própria.
Manda no que fazes,
Nem de ti mesmo servo.
Ninguém te dá quem és.
Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
Cumpre alto.Sê teu filho.

APONTAMENTO, de Álvaro de Campos

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra?
A minha alma principal?
A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.

Tão Álvaro, tão maravilhoso.